Publicado por: Flávio Simonetti | 5 janeiro, 2010

Panoramas vietnamitas

Abaixo, alguns panoramas tirados pela Stela. Clique nas imagenspara ampliar.

Ho Chi Min City

Hoi An

Hanoi

Palácio da Literatura

Halong Bay

Halong Bay

Halong Bay

Halong Bay

Halong Bay

Halong Bay

Halong Bay

Sapa

Sapa

Sapa

Sapa

Sapa

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Publicado por: Flávio Simonetti | 4 janeiro, 2010

Maratona no Vietnã

Após uma longa pausa, estamos de volta. Saindo de Nha Thrang, eu e a Stela rumamos para a cidade de Hoi An, conhecida pela maravilhosamente preservada arquitetura francesa, pela excelente culinária e pelas milhares de alfaiatarias que “infestam” a cidade. É sério. Eu diria que mais de 90% das lojas da cidade são lojas em que você pode chegar pela manhã, tirar suas medidas, e no final da tarde sair com ternos, camisas,calças, vestidos e o que mais quiser. Aliás, se você gostou daquele costume Armani ou de um vestido Prada, mas não tem grana para bancar, não é problema. Basta levar uma foto com o modelito que os artesões de Hoi An copiam por uma pequena fração do valor original.

Eu me contentei com apenas uma camisa, e a Stela com um vestido e uma calça. Afinal de contas, estamos mochilando e não dá pra ficar carregando muita coisa. Mas tenho que admitir: se eu estivesse aqui somente em férias, tinha feito a feira! Ah, e dá pra mandar fazer sapatos sob medida também!

Mas acidade possui outros atrativos não ligados à moda, como a culinária local. São diversos restaurantes que servem maravilhas como o Cau Lau, um apimentado macarrão de arroz acompanhado com carnes e vegetais. Tanto que a Stela tirou um dos dias para fazer um curso de culinária – agora elajá está habilitada a fazer jantares temáticos da Indochina, depois de aprender os segredos das cozinhas da Tailândia, Laos e Camboja. Eu,que só sei cozinhar com o auxílio do telefone, tirei o dia para conhecer as ruínas de My Son, capital do antigo reino Champa. O povo champa, que hoje é uma das muitas minorias étnicas do Vietnã, dominou a região por milhares de anos, até ser completamente dominado pelos vietnamitas no século 17. Na cidade também visitamos algumas casas históricas e Salões de Conferência chineses.

Depois deHoi An, partimos para Hue. Lá, nossa principal atividade foi uma excursão de um dia para visitar a DMZ, ou Zona Desmilitarizada, região ao longo do Paralelo 17 que dividiu o país em dois entre 1954 e 1975. O ponto alto do passeio é a visita feita a Vinh Moc, cidade que, durante a guerra contra os EUA, abrigou uma extensa rede de túneis utilizados como moradia pelos habitantes da região. Apóso fim da guerra, os túneis foram preservados e se tornaram uma concorrida atração turística.

Também pudemos ver uma pequena parte da Trilha Ho Chi Min, a principal rota usada pelos soldados do Vietnã do Norte em suas incursões no sul do país. Atualmente boa parte da trilha é na verdade uma moderna rodovia, e não sobrou muito para contar a história. Assim como não sobrou praticamente nada da antiga base de Khe Sanh, local de uma das mais sangrentas batalhas da guerra. Em 1968 cerca de 500 soldados americanos, 10 mil soldados norte-vietnamitas e milhares de civis perderam a vida em mais de 70 dias de conflitos. Atualmente acredita-se que o exercito do Vietnã do Norte não tinha real interesse em conquistar a base – o que eventualmente aconteceu em julho de 1968. Na verdade, a ofensiva serviu como uma estratégia para enganar os americanos durante a preparação para a Ofensiva Tet. Também planejávamos visitar a citadela em Hue, mas o mal tempo e uma pequena infecção estomacal que me tirou de campo nos obrigaram a pular essa atração.

Chegamos em Hanoi esperando algo semelhante a Ho Chi Min: caos no trânsito, infindáveis vendedores pelas ruas, motos estacionadas nas calçadas, buzinas, poluição, etc. E a capital vietnamita não nos decepcionou. Em Hanoi, visitamos o Mausoléu de Ho Chi Min, uma monstruosidade arquitetônica no melhor estilo soviético que abriga a múmia daquele que é até hoje reverenciado pelos cidadãos do Vietnã como o responsáver pelo fim de anos de dominação estrangeira. A visita ao mausoléu é rápida e importantes regras devem ser seguidas dentrodo edifício:

  • Não são admitidas pessoas vestindo shorts, camisas regatas e afins;
  • NADA (sacolas, bolsas, mochilas,etc.) pode ser levado para o interior do mausoléu;
  • É necessário manter uma conduta respeitosa dentro do mausoléu – É proibido falar ou sussurrar;
    É absolutamente proibido tirar fotografias dentro do mausoléu;
  • Proibido usar chapéus dentro do mausoléu;
  • Proibido colocar as mãos nos bolsos.

Após o mausoléu, também visitamos duas casas que serviram de moradia para Ho Chi Min durante seus anos como presidente do Vietnãdo Norte. Em seguida, rumamos para o Templo da Literatura, fundado no século 11 e lar da primeira universidade vietnamita, criada em 1076. Por fim, visitamos o Museu Ho Chi Min, dedicado à vida de, alguém adivinha?,  Ho Chi Min – O Homem, a lenda! Na cidade também comemoramos o Natal, com uma deliciosa ceia vietnamita!

Outra prioridade em Hanoi era conseguir o visto para a China, nosso próximo destino. Mas as coisas não são tão simples como nos guias de turismo. Chegamos na embaixada e fomos informados de que apenas estrangeiros residentes no Vietnã podem tirar o visto em Hanoi. Todos os demais devem se dirigir ao consulado chinês em Ho Chi Min. Agora, analisem o mapa abaixo:

Faz mais sentido tirar o visto para a China em Ho Chi Min, no sul do país, ou em Hanoi, no norte e a menos de 200 Km da China:? No fim, tivemos de pagar uma grana para uma que agência de viagens pudesse resolver o problema.

Após alguns dias em Hanoi, nos juntamos a uma excursão até a paradisíaca Halong Bay. Nosso plano era fazer um passeio de três dias, sendo que na primeira noite dormiríamos em um barco e na segunda ficaríamos em um hotel na ilha da Cat Ba. Mas quando chegamos em Halong, a confusão se instalou e fomos informados – eu e a Stela- de que passaríamos as duas noites na ilha. Após uma longa discussão, nosso guia nos informou que teríamos de passar a primeira noite na ilha e a segunda no barco. Para encurtar a história, em 3 dias nós nos juntamos a 4 grupos diferentes de turistas, e tivemos 5 guias!!

Mas apesar da confusão, do frio e da chuva que nos acompanhou por quase metade do passeio, ficamos impressionados com a paisagem. A ilha de Cat Ba parece com um cenário do filme O Senhor dos Anéis. Já Halong Bay é impressionante,com milhares de ilhas que brotam das águas. Uma das coisas mais interessantes que vimos foram as vilas flutuantes de pescadores. As casas são construídas sobre balsas e as famílias possuem até cachorros e gatos!

Após Halong Bay, voltamos para Hanoi somente para comprar uma passagem direto para Sapa, cidade envcravada nas montanhas do extremo norte do País, onde passamos o reveillon, num frio de rachar. Lá, visitamos algumas vilas de minorias éticas e pudemos ver as famosas plantações de arroz que, em função do relevo da região,  são feitas em degraus esculpidos nas montanhas. Agora estamos de volta a Hanoi, nos preparando para o frio que já está fazendo na China.

Abaixo, uma galeria com fotos do Vietnam. Clique nas imagens para ampliar.

Publicado por: Flávio Simonetti | 23 dezembro, 2009

Fim de ano vietnamita

A todos que acompanham esse humilde blog:

BEIJOS!!!

Publicado por: Flávio Simonetti | 15 dezembro, 2009

Bom Dia Vietnã

Ho Chi Min é provavelmente uma das mais loucas cidades que visitei desde o começo dessa viagem. Acho que finalmente encontrei uma rival para o Cairo. Na cidade vietnamita – que os locais ainda chamam de Saigon – as motos imperam.Em uma simples avenida 15 ou 20 scooters ocupam três faixas, e os pedestres, carros, ônibus e tudo mais é secundário. Atravessar a rua é um exercício de coragem e desprendimento, pois se você não confiar na habilidade dos motoristas, nunca vai chegar do outro lado. No vídeo abaixo, feito por mim na garupa de uma moto-taxi, é possível se ter uma idéia do “caos organizado” das ruas.

Loucura em Saigon - Clique na imagem para abrir o vídeo

Deixando o trânsito de lado, preciso fazer uma confissão. Em nosso primeiro dia por aqui, eu e a Stela estávamos procurando algum lugar para comer, quando decobrimos que havia na cidade uma churrascaria rodízio tipicamente brasileira. Não preciso dizer que, após oito meses viajando (e mais de um ano no caso da Stela), o estômago falou mais alto e nós rumamos para o lugar, onde nos fartamos de picanhas, arroz com feijão preto, couve, cordeiro assado, maminhas e afins…

Uma das principais atrações turísticas de Saigon éo War Remnants Museum, que reconta a história das guerras do país desde os tempos da colonização francesa até o longo conflito contra os EUA. E o museu é um impressionante registro das atrocidades cometidas pelo exército norte-americano em mais de 15 anos de conflitos. Muitas fotos são chocantes, registrando diversos massacres e os efeitos do uso de pesticidas como o agente laranja em diferentes gerações de vietnamitas. Um dos principais registros é o do Massacre de My Lai. Em 16 de março de 1968, um pelotão do exército assassinou cerca de 500 civis no vilarejo de My Lai, muitos deles mulheres, crianças e idosos.

Delta do Mekong

Fizemos um passeio de um dia pelo Dleta do Mekong, mas para ser honesto a viagem foi um pouco frustrante, pois foi turística demais. Muito mais interessante foi visitar a agência central dos correios, um lindo prédio em estilo francês muito bem preservado. Outro museu interessante foi o Ho Chi Min City Museum, que reconta a história da cidade, também com muita ênfase nos anos de resistência dos vietnamitas contra diversos povos invasores. Interessante também foi ver que, no dia da nossa visita ao museu, diversos casais de noivos estavam lá tirando fotos elaboradíssimas para seus álbuns de casamento. Como última atração, visitamos o Palácio da Reunificação, um excelente exemplo de arquitetura da década de 1950, que foi sede do governo do Vietnã do Sul e até hoje usado em cerimônias oficiais.

Crazy House, Dalat

Saímos de Saigon e rumamos em direção a Dalat, cidade localizada a mais de 1.400 metros de altitude. A temperatura por lá oscila entre 15 e 25 graus celsius durante todo o ano. Uma das principais atrações turísticas da cidade é a Crazy House, uma gigantesca casa que vem sendo construída ininterruptamente desde o início dos anos 90 por madame Dang Viet Nga, arquiteta formada na rússia. Ao andar pelo lugar a impressão é que estamos visitando algo construído por Antoni Gaudi especialmente para os hobbits da trilogia O Senhor dos Anéis. Também em Dalat visitamos o Palácio Bao Dai, uma enorme casa em estilo art deco construída nos anos 1930 como casa de verão do imperador de mesmo nome.

Por fim, chegamos em Nha Trang, cidade costeira e capital do mergulho do Vietnã. Como estamos na baixa temporada, pagamos um preço ridiculamente baixo por dois mergulhos, US$ 35. Mas, ao contrário do que esperávamos, os mergulhos foram muito bons, e vimos até duas tartarugas.

War Remnants Museum

War Remnants Museum

War Remnants Museum

War Remnants Museum - Massacre em My Lai

Mercado em Saigon

Contradições vietnamitas: na lata de Coca-Cola lê-se "Venda exclusiva na República Socialista do Vietnã"

Delicias vietnamitas: Phở

Em direção ao Mekong

Abelinhas

Delta do Mekong

Stelinha feliz da vida no Delta do Mekong

bananas comunistas???

Correio de Saigon

Correio de Saigon

Correio de Saigon

Correio de Saigon

Ho Chi Min City Museum

Ho Chi Min City Museum

Ho Chi Min City Museum

Catedral de Notre Dame

Palácio da reunificação

Crazy House, Dalat

Crazy House, Dalat

Crazy House, Dalat

Colegiais nas ruas de Dalat

Palácio Bao Dai

Palácio Bao Dai

Palácio Bao Dai

Palácio Bao Dai

Dalat

Nha Trang

Nha Trang

Stelinha mergulhando em Nha Trang

Mergulhando em Nha Trang

Mergulhando em Nha Trang

Mergulhando em Nha Trang

Mergulhando em Nha Trang

Mergulhando em Nha Trang

Mergulhando em Nha Trang

Delta do Mekong - Cliq

E AGORA PARA ALGO COMPLETAMENTE DIFERENTE

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Publicado por: Flávio Simonetti | 4 dezembro, 2009

Tragédia cambojana

Depois de Siem Reap, rumamos para a capital do Camboja, Phnom Penh. Lá, tive a impressão de ter voltado ao Egito, pois o caos no trânsito das duas cidades é bastante semelhante. A principal diferença é que, enquanto no Cairo os pedestres tem que lidar com milhares de carros, em Phnom Penh são as infinitas motos que disputam cada centímetro livre das ruas.

A história recente do Camboja é marcada por conflitos aparentemente intermináveis com franceses, americanos e vietnamitas. Mas foi o reinado de terror do Khmer Vermelho que, de certa forma, moldou o país que visitamos hoje. Em pouco menos de 4 anos o regime que se propunha criar um “novo homem” conseguiu apenas levar uma nação já pobre e destroçada por anos de guerra contra franceses e americano à beira do abismo. E em incontáveis ocasiões camponeses, operários e itelectuais foram obrigados a dar o ultimo passo em direção ao vazio.

Não vale apena recontar aqui toda a série de políticas tresloucadas adotadas pelo regime liderado por Pol Pot, que resultaram na morte de cerca de 2 milhões de cambojanos entre 1975 e 1979. Mas é impossível visitar o país sem ser constantemente lembrado dos anos de terror. E Phnom Penh também é, de certa forma, a capital do que se convencionou chamar de “turismo do genocídio”. Entre as principais atrações turísticas da capital estão os Killing Fields e a S-21.

Killing Fields

Killing Fields, ou Campos de Assassinatos, foi o nome dado ao principal campo de extermínio utilizado pelo Khmer para eliminar dissidentes. Após a invasão vienamita em 1979, campo foi descoberto em um subúrbio da capital. Acredita-se que mais de 20 mil pessoas tenham sido exterminadas ali, com técnicas e frieza semelhantes às usadas pelos nazistas nos campos de concetração. Em uma das covas coletivas encontradas, centenas de corpos de mulheres jaziam acompanhados de crânios – e apenas crânios – de bebês e crianças. Em outra, foram encontrados mais de 450 ossadas, muitas delas com vendas nos olhos.

S-21

Já a Tuol Sleng High School, ou S-21 (Security Prision 21) foi a principal prisão e centro de interrogatórios do regime. Encravada no centro de Phnom Penh – então uma cidade fantasma após a evacuação feita pelo Khmer Vermelho, que reduziu sua população de 2 milhões para cerca de 40 mil pessoas – a S-21 abrigou cerca de 17 mil pessoas. Salas de aula foram transformadas em celas e o pátio central serviu de cemitério para aqueles que não suportaram as sessões de tortura que podiam durar dias ou até mesmo semanas. Quando o exército vietnamita estava a poucos quilômetros de Phnom Penh, os guardas da S-21 torturaram até a morte 12 prisioneiros. Os corpos deixados nas celas foram encontrados dias depois, já em estado de decomposição. Apenas 7 prisioneiros sobreviveram ao massacre.

Após toda a beleza e grandiosidade que vimos em Siem Reap e Angkor, visitar esses dois locais foi um soco no estômago. Aliás, o regime do Khmer Vermelho também não poupou a história do próprio país. Apesar de terem conservado os templos de Angkor, grande parte dos tesouros da civilização khmer como estátuas e imagens foram impiedosamente destruídos. Isso ficou claro quando visitamos o belo Museu Nacional, com sua espetacular, porém diminuta coleção, formada pelo pouco que restou após os anos de terror.

Para relaxar um pouco, saímos de Phnom Penh e seguimos viagem até a cidade costeira de Sihanoukville, onde aproveitamos os dias de sol na praia e, como não podia deixar de ser, embaixo d´água, mergulhando.

S-21

S-21

S-21

S-21

S-21

S-21

S-21

Alguns dos prisioneiros da S-21

Prisioneiros da S-21

Prisioneiros da S-21

Prisioneiros da S-21

Prisioneiros da S-21

Prisioneiros da S-21

S-21

S-21

S-21

Pol Pot, Brother Number One

Killing Fields - Na placa lê-se "Árvore da morte, contra a qual os carrascos lançavam as crianças

Killing Fields

Killing Fields

Killing Fields

Killing Fields

Killing Fields

Sihanoukeville

Stelinha

Simpático...

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