No meu último dia em Alexandria, conheci o carioca Eduardo. Eu estava numa lanhouse atualizando o blog e vi que a pessoa ao meu lado estava acessando sites brasileiros, então puxei um papo com ele. O Eduardo também está fazendo uma longa viagem (6 meses), escrevendo um blog (http://www.rtwdu.blogspot.com/) e iria para o Oásis de Siwa, minha próxima parada. Como ele iria no mesmo dia à noite e eu iria somente no dia seguinte, decidimos nos encontrar lá e acabamos ficando no mesmo hotel.
A viagem de ônibus entre Alexandria e Siwa dura nove horas, boa parte cruzando o deserto do Saara. A viagem costuma ser tranquila, não fosse o hábito que os motoristas tem de tocar música árabe de todos os tipos (pop, tradicional, cânticos e orações) em volumes bem acima do razoável e durante toda a viagem. Quando a música para, invariavelmente começam os filmes de kung-fu. Mas apesar disso, tudo foi tranquilo.

Centro de Siwa
Chegando em Siwa, a primeira coisa que se percebe é que se chegou a um Egito completamente diferente do Cairo e de Alexandria. Poucas ruas de terra cercam a praça principal da cidade, e o silêncio é ensurdecedor. Quase não se ouvem buzinas, as pessoas são tranquilas e educadas, poucos turistas andam pelas ruas sob o sol escaldante e o ritmo de vida é realmente diferente. Para se ter uma idéia, em função do calor, boa parte do comércio da cidade para de funcionar entre o meio dia e seis horas da tarde. Depois disso, tudo reabre e a cidade, que tem apenas 23 mil habitantes, fica movimentada até bem depois da meia noite.

Saara
Siwa é uma das principais portas de entrada para o Saara. Mas grande parte dos passeios que podem ser organizados são bastante caros, e como estamos na baixa temporada, o número de turistas é baixo, o que significa que muitas vezes temos de pagar mais caro (menos pessoas para dividir o custo total). Desa forma, decidi fazer o passeio mais básico do local: quatro horas em um jipe 4X4 pelo deserto. Durante o passeio foi possível descer as dunas em uma prancha de sandboard (sorry, ficarei devendo as fotos dos meus espetaculares tombos).

Águas quentes do deserto
Também passamos por uma fonte de águas frias, talvez a parte mais sensacional da viagem, somente pelo fato de que nadar após enfrentar o calor do deserto é uma sensação de prazer difícil de descrever. Só posso dizer que é bom. Muito bom.Depois foi a vez de visitarmos uma pequena fonte de águas quentes, mas não nos animamos em nadar. Afinal de contas, quem quer entrar em uma piscina a 45 graus celsius no meio do deserto: E, para completar, a água é rica em enxofre, o que faz com que o local tenha um ‘agradável’ cheirinho de ovo podre. Em seguida rumamos para o topo de uma enorme duna e para apreciar um espetacular por do sol regado a muito chá. De volta a Siwa, eu e o Eduardo rumamos para o melhor (e único) restaurante da cidade para jantar e bater papo. E qual não foi nossa surpresa quando fomos abordados por um outro cliente do restaurante, que nos perguntou em português: “vocês chegaram hoje?”. Aiman é um carioca de origem egípcia que trabalha na embaixada e vive há 21 anos no Cairo.

Shali
No dia seguinte, fomos visitar o principal ponto turístico da cidade, as ruínas da fortaleza de Shali. Construída no século 13 com um material conhecido como Kershef, uma mistura de pedaços de sal retirados dos lagos da região, rochas e argila, a fortaleza foi durante cerca de 7 séculos um lugar inacessível para qualquer forasteiro que chegasse à Siwa. Mas no início do século 20, fortes chuvas destruíram Shali, deixando apenas escombros impressionantes. Apenas algumas pessoas ainda vivem na parte mais externa da fortaleza. É impressionante ver que mesmo depois de mais de 700 anos, e mesmo com a destruição causada pelas águas, muitas das paredes das construções ainda permanecem de pé. À noite, jantando com Eduardo e Aiman, mais uma coincidência: outra brasileira apareceu no restaurante. Dirce mora há 4 anos em Alexandria com o marido americano, um engenheiro naval. Então aí vai a dica para os viajantes: se estiver no Egito e sentir saudades de casa, siga para Siwa, aparentemente o local preferido dos turistas brasileiros
Estamos novamente no Cairo. O Eduardo está indo para a Grécia e eu devo ficar aqui por mais alguns dias descansando e me preparando para ir até Port Said e depois Dahab. Mas talvez a gente ainda se encontre, pois ele vai para a Tailândia na mesma época que eu.

Até no deserto é possível comer no McDonald's



Preparação para descer as dunas



Fonte de águas frias

Trajes de banho ousados

Ali na direção

Águas quentes


Eduardo


Perdido no deserto







Fla, vc não desceu as dunas???
Saudades
besos
Por: Ma em 15 Junho, 2009
às 3:42 pm
Tinha uma amiga chamada Siwa.
Por: Renato em 16 Junho, 2009
às 1:59 am
adorei o traje de banho. faria o maior sucesso no verão 2010 brasileiro.
estou com novidades: VOU CASAR!!!! vai ser no começo de dezembro, se você não estiver de volta, mentalize as boas energias.
eu gostaria muito de ter você para comemorar comigo esse grande acontecimento!
beijo grande
Por: andrea em 19 Junho, 2009
às 8:15 pm